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Saúde: O Índice de Massa Corporal Não é a Medida Eficaz de Emagrecimento

 

Você foi ao médico recentemente e ele te fez subir na balança. Depois disso, ele te mostrou um gráfico colorido conhecido como Índice de Massa Corporal (IMC), com linhas de caixas em tons de amarelo, verde, vermelho e laranja. 

Se o seu IMC estava no verde, então está com um peso saudável. No entanto, os cálculos aproximados que são usados para te colocar em uma dessas categorias não são tão precisos quanto pensávamos. Eles não são uma boa medida da sua saúde.

 
o índice de massa corporal não é a medida correta

Estão surgindo cada vez mais evidências que sugerem que uma boa métrica para determinar se você está com um peso saudável é pelo perímetro da sua barriga, também conhecido como circunferência da cintura. Além da análise de peso, essa medida é muito importante por estar fortemente ligada ao risco de desenvolver doenças como diabetes, sofrer um ataque cardíaco ou até mesmo ter uma morte prematura. 

Por que o IMC não é tão preciso 
O Índice de Massa Corporal foi inventado na década de 1830 por um pesquisador belga que pretendia criar uma maneira simples de avaliar a saúde de um grande grupo de pessoas com base em duas medidas fáceis de obter. No entanto, não deveria ser usado em indivíduos, e, quando isso acontece, geralmente surgem problemas. 

Este índice não leva em consideração a gordura corporal ou a composição muscular da pessoa, o que significa que vai fornecer um parecer incorreto com base somente em itens como gênero ou hábitos de estilo de vida. 

Por exemplo, se você é um atleta, é mais provável que você seja colocado na caixa de IMC laranja ou vermelha simplesmente porque tem mais músculos do que uma pessoa comum. 

Especialistas em saúde pública sabem disso já há algum tempo, e muitos sugerem que as medidas da barriga podem ser a solução. 

Portanto, em vez de olhar o seu IMC, escolha uma fita métrica. Enquanto estiver respirando normalmente, enrole-a ao redor da parte da barriga que está cerca de cinco centímetros acima dos quadris. Esta é a sua circunferência da cintura. Em geral, se você é mulher, a circunferência ideal é uma medida menor que 87,6 centímetros. Se você é homem, um número abaixo de 100 é o ideal. 

Uma medida que é maior do que esses números não é uma sentença de morte, mas tem sido fortemente associada a um risco maior de várias doenças graves, como diabetes tipo 2.

o índice de massa corporal não é a medida correta

Além disso, um estudo publicado em março no Journal of American Heart Association, um periódico científico da Associação Americana do Coração (Estados Unidos), sugere que uma grande circunferência da cintura também poderia estar ligada a um maior risco de ataque cardíaco. 

 

Como parte de um estudo maior de 2012, os pesquisadores analisaram dados de mais de 340 mil pessoas de oito países europeus diferentes. Eles descobriram que as pessoas com excesso de peso e cintura grande – mais de 87 centímetros nas mulheres e 100 nos homens – estavam em um risco semelhante de desenvolver diabetes como aqueles que são clinicamente obesos. O elo foi mais forte em participantes do sexo feminino. 

Para o estudo publicado em março sobre a relação entre medidas da cintura e saúde do coração, os pesquisadores usaram um grande estudo de saúde em curso para recrutar cerca de 500 mil adultos sem risco imediato de doença cardíaca. 

Os pesquisadores então analisaram a circunferência da cintura, o IMC e a proporção de suas medidas de cintura e quadril para determinar se havia uma conexão entre qualquer uma dessas métricas e as chances de uma pessoa ter um ataque cardíaco. 

Os resultados sugerem que aqueles com maiores medidas de cintura são muito mais propensos a ter um ataque cardíaco durante o período do estudo, que durou entre 6 a10 anos, dependendo do participante. Assim como a pesquisa sobre a circunferência da cintura e diabetes, a ligação era mais forte nas mulheres do que nos homens. 

Os cientistas ainda não sabem por que essas ligações entre as medidas de cintura com resultados negativos de saúde são tão fortes. Alguns pensam que tem a ver com a forma como a gordura no interior do corpo, conhecida como gordura visceral, pode interferir com a função normal dos nossos órgãos internos. 

Fonte: sciencealert | Imagens: depositphotos

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