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O Que Você Precisa Saber Sobre Colina

 

Em lugar de ser um programa de alimentação adotado com seriedade, ser vegano ou vegetariano tornou-se moda e ter uma dieta com baixo nível de colesterol por capricho é praticamente sinônimo de levar um estilo de vida saudável.

O problema é que esses dois conceitos de hábitos alimentares podem prejudicar nossa saúde se não tomarmos cuidado, pois elas indiretamente nos tornam deficientes em um nutriente essencial chamado colina, com muitas pessoas apresentando deficiência nesse nutriente essencial.

Nunca ouviu falar de colina? Não estamos surpresos, pois, diferentemente da vitamina C ou dos ácidos graxos ômega-3, a colina não recebe tanta publicidade. Mas isso não a torna menos importante para a nossa saúde e bem-estar. De fato, uma deficiência desse nutriente essencial está associada a um cérebro lento, uma pior progressão da doença de Alzheimer, desenvolvimento neurológico e da medula espinhal em crianças comprometido e acúmulo de gordura no fígado.

Neste artigo, discutimos o que é colina, o que ela faz para o nosso corpo e quais alimentos contêm esse nutriente vital.

O que é colina?

Os efeitos da deficiência de colina - prato com comida
 

A colina é um nutriente comparável às vitaminas em sua importância para o corpo, desempenhando um papel fundamental na regulação dos níveis de colesterol, mantendo a saúde cerebral e mental, além de constituir um componente básico das membranas celulares. Além disso, a colina é crucial para o desenvolvimento cerebral de crianças, razão pela qual é necessário que mulheres grávidas e que amamentam, bem como crianças pequenas, tenham seus níveis de colina frequentemente monitorados.

Como muitas outras vitaminas e nutrientes, nosso corpo produz naturalmente colina em nosso fígado, mas raramente em quantidade suficiente, e é por isso que os médicos recomendam a seguinte ingestão diária de colina para adultos:

•    550 mg para homens
•    425 mg para mulheres
•    450 mg para gestantes
•    550 mg para lactantes

Por que a deficiência de colina é perigosa?

De acordo com estudos sobre saúde e nutrição, 90% das crianças, mulheres grávidas e outros adultos não consomem diariamente as doses recomendadas de colina. Mas o que isso significa para a saúde dessas pessoas?
 

 
Os efeitos da deficiência de colina - resultado de radiografia
 

A deficiência de colina contribui para os seguintes problemas de saúde:


Problemas neurológicos.

Uma baixa ingestão de colina em adultos tem sido associada à diminuição da memória, confusão mental e problemas de cognição. Alguns pesquisadores chegaram a sugerir que a colina ajuda a manter a integridade estrutural dos neurônios e, portanto, pode ser benéfica no suporte à clareza cognitiva em adultos mais velhos, principalmente em casos de demência e de pacientes com Alzheimer.

Finalmente, um déficit de colina em idade precoce pode resultar em deficiências no desenvolvimento neurológico, de modo que a ingestão suficiente de colina é particularmente importante para mulheres grávidas e que amamentam, além de bebês e crianças pequenas.
 
Doença hepática gordurosa não alcoólica (esteatose hepática).

Uma ingestão adequada de colina é essencial para prevenir danos ao fígado e a esteatose hepática, o mal mais comum que afeta a maioria dos indivíduos com sobrepeso e pacientes com obesidade. A doença do fígado gorduroro não-alcoólica é particularmente perigosa, pois aumenta significativamente o risco de câncer de fígado, insuficiência hepática e cirrose. A colina ajuda a prevenir acúmulo de gordura no fígado e, portanto, é essencial para a sua saúde.
 
• Finalmente, há também algumas evidências científicas recentes sugerindo que a colina pode ser benéfica para o coração, pois suspeita-se que ela possa diminuir os níveis do tipo ruim de colesterol no sangue. Entretanto, ainda não há provas suficientes para suportar essa afirmação.


Quais são os alimentos que possuem colina?

Os efeitos da deficiência de colina - alimentos ricos em colina

Com exceção de alguns vegetais crucíferos e grãos, os alimentos ricos em colina são de origem animal, e é por isso que as pessoas que adotam uma dieta vegetariana ou vegana, bem como uma regime com baixo colesterol são mais propensas a serem deficientes em colina.

A ilustração  acima apresenta vários tipos de alimentos particularmente ricos em colina, mostrando fígado, ovos e carne vermelha como algumas das opções alimentares mais ricas nesta substância que existem. Se você seguir uma dieta de baixo colesterol por recomendação médica, sugerimos que discuta a opção de um suplemento de colina com seu médico.

O uso de suplementos também é uma opção a considerar para veganos e vegetarianos, pois é difícil obter colina apenas com vegetais. Por exemplo, em um ovo cozido, existe aproximadamente a mesma quantidade de colina (113 mg) que em duas xícaras de brócolis (123 mg), o que representa menos de um quarto da ingestão recomendada por dia para homens.


A conclusão a que chegamos acerca desse estudo sobre a deficiência de colina e suas consequências para a saúde é que não devemos nos submeter a modismos alimentares de maneira impensada. É importante que haja ingestão equilibrada de nutrientes, mesmo que isso signifique o uso de suplementos alimentares.
 

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