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Como Identificar o Câncer do Intestino o Mais Cedo Possível!

 O câncer do intestino pode ser letal, o que é altamente lamentável, porque muitas pessoas apresentam sintomas precoces mas não conseguem identificá-los, de acordo com um estudo publicado no Jornal Britânico do Câncer.

 

Na verdade, cerca de 16% dos pacientes com câncer de intestino visitam seus médicos gerais pelo menos três vezes com os sintomas. Esses sinais relevantes são chamados de "bandeira vermelha", e foram percebidos de forma menos comum em pacientes diagnosticados em fase emergência, do que em pacientes que estavam apenas no início da sua doença.

Um estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Londres e da Escola de Higiene e de Medicina Tropical de Londres. Eles estudaram especificamente eventos na vida dos doentes com câncer do intestino, focando nos cinco anos que antecederam o seu diagnóstico.

Os dados do Registro Nacional de Câncer, vinculados a dados médicos de 1.606 pacientes que visitaram no total mais de 200 especialidades médicas, foram usados como amostra para o estudo. As descobertas dos pesquisadores foram incríveis - cerca de 35% de todos os diagnósticos de câncer do cólon e 15% de reto, foram feitos após o paciente apresentar uma situação de emergência.

É preciso dizer que muitos desses pacientes não apresentaram os sintomas precoces e mais evidentes de câncer do intestino, tornando mais difícil para os médicos diagnosticá-los no início da doença. O estudo determinou que 17,5% dos doentes com câncer do cólon e 23% dos pacientes com câncer no reto de fato exibem sintomas de "bandeira vermelha". Isso significa que havia uma oportunidade para um diagnóstico precoce.
 

História de um participante do estudo
Preocupado com câncer no intestino?

Um homem de meia idade chamado Paulo, que sofria de câncer do intestino, não foi diagnosticado com a doença, tendo visitado seu médico geral várias vezes. Percebendo sangue em suas fezes, isso foi o catalisador para o seu médico pedir mais testes para checar o que seria esse problema.

O médico de Paulo tinha dito a ele simplesmente para perder peso, em uma tentativa de conter a letargia constante que ele estava sentindo, mas isso realmente não mudou muita coisa. Mesmo depois dos resultados dos seus exames, que não conseguiram mostrar o que estava subjacente, ele decidiu visitar um especialista privado para checar a fundo o problema.

Os resultados do exame interno não foram bons. Dentro de poucos dias ao consultar um especialista, Paulo foi diagnosticado com câncer no intestino, que também havia se espalhado para o fígado e os pulmões. Dentro de uma semana do seu diagnóstico, ele estava na mesa de operação para a primeiro de uma série de grandes operações para remover o câncer.

Mais de 60 centímetros do seu intestino foram removidos, juntamente com metade do seu fígado. Ele também teve que passar por quimioterapias e, enquanto seus níveis de energia se recuperavam, Paulo disse que ele nunca mais seria  o mesmo que ele era, no entanto ele se sentia abençoado por estar vivo.

O caso é indicativo de padrões típicos encontrados em pacientes que são eventualmente diagnosticados com câncer do intestino. Esses pacientes tendem a visitar o seu médico com mais frequência no ano que está próximo do seu diagnóstico. Como sugestão, para evitar diagnósticos tardios, os pesquisadores propuseram aos médicos que contratassem apenas enfermeiros especialmente treinados para apoiá-los e ajudá-los em casos confusos.

 
O que você precisa prestar atenção!
Preocupado com câncer no intestino?

Esses são os sintomas de câncer do cólon mais comuns no ano anterior ao diagnóstico original:

- dor abdominal
- anemia
- diarreia
- sangramento retal

Esses são os sintomas de câncer do reto mais comuns no ano anterior ao diagnóstico original:

- sangramento retal
- mudança nos hábitos intestinais
- diarreia
- dor abdominal

Uma palavra do pesquisador principal do estudo
Preocupado com câncer no intestino?
Cristina Renzi, pesquisadora-chefe da Universidade de Londres, disse que o estudo mostrou claramente que aqueles que se apresentavam em situação de emergência não se saíram tão bem como os pacientes que foram diagnosticados anteriormente pelos seus médicos.

Ela acrescentou que várias visitas ao clínico geral antes de seus diagnósticos representaram várias oportunidades perdidas para uma identificação precoce do problema, e salientou a necessidade de encontrar formas de garantir que esses pacientes sejam diagnosticados o mais rápido possível.

Cristina mencionou que estudos como este destacam a necessidade de dar a médicos gerais o apoio que eles precisam para serem capazes de diagnosticar e encaminhar os pacientes prontamente a especialistas, devido à natureza da doença.

Créditos: BBC

Fonte das imagens e fotos de capa: depositphotos.com
 

 
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