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10 Animais Brasileiros Que Correm Risco de Extinção

 O Brasil é um dos países que comportam as mais ricas biodiversidades do planeta. Entretanto, muitas espécies de regiões brasileiras correm grande risco de extinção em poucos anos, e a razão principal é a perda de seu habitat natural, devido ao desmatamento, crescimento urbano e comércio ilegal de espécies. Existem cerca de 627 animais ameaçados, e hoje trouxemos uma lista com 10 deles. Confira:
 
1. Arara-canidé
animais em extinção
Popularmente conhecida como arara-de-barriga-amarela, é um dos principais símbolos da fauna brasileira. É uma espécie emblemática do Cerrado e da Amazônia, e tem grande importância para comunidades indígenas. Podem ser encontradas na América Central, no Brasil, no Paraguai e na Bolívia. Um indivíduo dessa espécie pode chegar a medir 90 cm. Uma ave que tem as cores da bandeira brasileira, a sua cabeça tem tons de verde, a parte superior do corpo é azul e a barriga é amarela. Infelizmente, estão seriamente ameaçadas de extinção. Além de serem uma presa fácil, não somente para outros animais, mas para humanos que buscam capturá-las para venda ilegal. Seu habitat natural vem sendo cada vez mais destruído com o desaparecimento das árvores e florestas.
2. Tamanduá-bandeira
animais em extinção
Também conhecido como papa-formigas-gigante, o tamanduá-bandeira é um mamífero encontrado na América Central e América do Sul. É a maior das quatro espécies de tamanduás. Medem quase 2 metros e podem pesar até 41 quilos. Não possuem dentes e sua língua mede 60 centímetros aproximadamente. Pelo menos 30% da população desse mamífero se perdeu nos últimos anos em decorrência de mudanças em seu habitat, atropelamento, caça, queimada, conflitos com cães e uso de agrotóxicos.

3. Lobo-guará
animais em extinção
O lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul, podendo chegar até 30 quilos e medir 90 de altura. Tem as pernas longas e finas, e uma pelagem avermelhada. Estão distribuídos no Brasil, Bolívia, Argentina e Paraguai e, em alguns desses países, a espécie corre grande risco de extinção, tanto que já quase não existem mais. É um dos símbolos do Cerrado brasileiro, embora seja raramente encontrado no pampa gaúcho. Ao todo a população de lobo guará chega a 23 mil, sendo que 21 mil se encontram no Brasil. Acredita-se que em 100 anos já não exista mais indivíduos da espécie, o que é lamentável.
4. Gavião-real (Harpia)
animais em extinção
É a espécie mais pesada de aves de rapina do mundo todo e está entre uma das maiores, podendo pesar até 10 quilos. Suas garras são maiores que as de um urso e suas pernas podem apresentar a dimensão de um punho humano. A ave tem suas origens em regiões como o sul do México, América Central e nordeste da Argentina e Paraguai. Porém, em alguns locais, a espécie já está em extinção, como é o caso do Paraná. O desmatamento das florestas e a caça faz com que indivíduos da espécie desapareçam rapidamente. 
5. Macaco-aranha
animais em extinção
Encontrada na Amazônia e América Central, essa espécie tem algumas variações de indivíduos. Um dos nomes pelos quais esse mamífero é conhecido é coatá. A caça predatória é um dos principais fatores que levam essa espécie à extinção, além do desmatamento de seu habitat natural. Medem entre 42 e 66 cm de comprimento, os tornando os maiores primatas das Américas. A cauda dos indivíduos dessa espécie tem em torno de 88 cm e podem pesar até 11 quilos. Devido ao tamanho de seus membros, eles conseguem ter grande agilidade.
6. Tucano-de-bico-preto
animais em extinção
Seu habitat favorito são as florestas tropicais, como a floresta amazônica. No Brasil, pode ser ainda encontrado no litoral. A sua característica mais marcante é seu bico preto vibrante, peito amarelo e parte dos olhos azul. A fêmea se encarrega da incubação, que dura em torno de 18 dias. Neste período é alimentada pelo macho. Um dos maiores motivos pela qual essa ave está em extinção é a caça e tráfico de animais silvestres.
7. Onça-pintada
animais em extinção
Também conhecida como Jaguar, é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, depois dos tigres e leões. Vivem geralmente em florestas densas e podem chegar até 15 anos de idade. Se criadas em cativeiro, sua expectativa de vida pode aumentar cerca de 10 anos. As onças caçam à noite e dormem durante o dia. Sua mordida é considerada uma das mais fortes do reino animal, e geralmente atacam a cabeça ou pescoço de suas presas. Infelizmente, a onça-pintada está na lista entre um dos animais mais ameaçados de extinção.
 
8. Jararaca
animais em extinção
Existem cerca de 30 espécies catalogadas na América do Sul. É uma serpente venenosa e, geralmente, mortal quando ataca. É também a espécie que mais causa acidentes ofídicos no Brasil. Quando essa cobra arma o seu bote ao avistar sua presa, não há muito tempo para se defender. Seu habitat favorito é próximo a leito de rios, e se alimentam principalmente de animais menores, como ratos e sapos. Em um período de 10 anos, a população da serpente foi reduzida pela metade devido ao comércio ilegal (chega a ser vendida por até R$ 60 mil), além do desmatamento desenfreado, que as leva à lista de espécies ameaçadas de extinção.
9. Ariranha
animais em extinção
São encontradas em diversas partes do Brasil, mais comumente nos rios da Amazônia e do Pantanal, e nos países vizinhos como Peru, Equador, Bolívia e Guiana Francesa. As ariranhas são mamíferos predadores e podem chegar até os 20 anos de idade. Problemas como desmatamento, expansão da urbanização e outras atividades econômicas têm feito com que esses animais percam seu espaço. Além disso, o desaparecimento dos peixes devido à poluição dos rios e acaçá predatória levaram a ariranha à lista de animais em extinção.
10. Arara-azul-de-lear
animais em extinção
É uma das aves mais raras do mundo. Naturais da caatinga do nordeste da Bahia, são encontradas especialmente na Reserva Ecológica do Raso da Catarina e na Reserva Biológica de Canudos, essas aves estão ameaçadas de extinção devido sua captura e comércio ilegal, além da perda de seu habitat. Hoje, a população desta espécie está restrita a cerca de 600 indivíduos. Se reproduzem principalmente durante a chegada das chuvas de fim de ano, onde o casal se separa do bando. Cada casal permanece unido durante toda a vida.
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