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Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre HPV

 O vírus do papiloma humano (HPV) é uma infecção viral, que se transmite através de relações sexuais. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, e 30 deles estão ligados ao desenvolvimento do câncer. De fato, mais de 96% dos casos de câncer cervical e 93% de câncer no reto estão associados a formas de alto risco de transmissão do HPV. Além disso, o câncer de pênis e orofaríngea também estão ligados a contatos de alto risco.

Apesar da consciência cada vez maior e do desenvolvimento de vacinas preventivas, ainda existe muita confusão sobre o HPV em geral. Caso o indivíduo não consiga perceber os sinais da doença, isso pode levar a um tratamento tardio, além de colocá-lo em risco de obter ou espalhar o vírus para outros.

Abaixo estão 9 fatos importantes que todos devemos conhecer sobre o HPV:
 
1. O HPV é mais comum do que você imagina
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Estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros estão infectados com HPV, tornando-se a doença sexualmente transmissível mais comum no país. Em todo o mundo, o total de infectados chega a 600 milhões. 
Na verdade, é tão comum que os pesquisadores acreditam que quase todas as pessoas sexualmente ativas terão o vírus em algum momento de suas vidas.

2. Você não precisa necessariamente ter relações sexuais para contrair o vírus

O HPV é transmitido através do contato sexual, no entanto, isso não implica que a relação sexual seja a única maneira de se infectar. Na verdade, nenhuma penetração é necessária para transmitir o vírus, e quaisquer áreas não cobertas por um preservativo podem se infectar.

Em geral, a relação sexual anal e vaginal são as atividades mais associadas à transmissão da HPV. Embora não seja tão comum, o vírus também pode ser transmitido através do sexo oral. O risco aumenta se você tiver múltiplos parceiros sexuais ou tiver relações com alguém que tenha tido muitos parceiros.

3. Nem todos os tipos de HPV causam câncer
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As infecções consideradas de alto risco são os tipos 16 e 18, que em conjunto representam 5% de todos os tipos de câncer em todo o mundo.

Um dos equívocos muito comuns entre as pessoas é de que as verrugas genitais são precursoras do câncer – o que não é o caso. Os sintomas de HPV que são responsáveis por causar verrugas genitais não são conhecidas por causar câncer. No entanto, ter uma verruga genital não sugere que você esteja "seguro". As pessoas podem ser infectadas por vários tipos de HPV e o aparecimento de uma verruga deve ser como um sinal de alerta de uma possível exposição a um risco maior.

 

4. Não existe cura para o HPV, mas já existem vacinas de prevenção

Os vírus HPV que causam verrugas genitais e câncer cervical podem ser administrados, mas não curados. Da mesma forma, as verrugas genitais podem ser tratadas e removidas, mas isso não elimina o vírus subjacente.
Embora existam vacinas que possam reduzir significativamente o risco de HPV em homens e mulheres jovens, não são vacinas esterilizantes e não podem neutralizar o vírus naqueles que já estão infectados.

5. A maioria das pessoas infectadas não apresentam sintomas

Não é possível dizer se alguém tem HPV examinando-os ou simplesmente procurando verrugas genitais. A maioria das pessoas não tem sinais de infecção e só pode tomar consciência da condição se tiveram resultados anormais no exame de Papanicolau.

Às vezes, podem surgir sintomas, mas muitas vezes são ignorados ou mal interpretados. Um estudo realizado pelo Instituto Nacional do Câncer mostrou que mais de metade das mulheres com verrugas genitais não sabiam que tinham HPV, enquanto apenas dois terços desconheciam que o HPV pode causar câncer.

6. A vacina não protege contra todos os tipos de HPV
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Existem duas vacinas contra HPV aprovadas para uso no Brasil, entretanto elas previnem tipos específicos do vírus, como mostraremos a seguir. Apesar de menos comum, os tipos de HPV que não estão inclusos na vacina, ainda podem causar câncer de colo do útero.

•  Bivalente - Previne contra os tipos 16 e 18 do vírus, e foi aprovada para meninas a partir de 9 anos.
•  Quadrivalente - Previne contra os tipos 6 e 11, além dos tipos 16 e 18. É recomendada para o sexo feminino a partir de 9 até 45 anos, e para o sexo masculino de 9 a 26 anos.

7. O teste para detecção do HPV é diferente para homens e mulheres.

Em mulheres, o teste de HPV pode ser realizado através da coleta do muco cervical durante o exame ginecológico de Papanicolau. De acordo com o ministério da saúde, os exames devem ser feitos das seguintes formas:

• Mulheres de 25 a 64 anos devem fazer o Papanicolau e teste de HPV a cada três anos.
• As mulheres com menos de 25 anos não precisam de triagem de HPV, mas devem ser testadas se ocorrerem resultados anormais de Papanicolau.

Quanto aos homens, não há teste HPV disponível no momento para detectar HPV genital. No entanto, alguns médicos podem executar um teste em um exame de Papanicolau anal em homens (e mulheres) que praticam sexo anal receptivo.

8. Alguns médicos ainda se negam a fazer testes de HPV
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Uma das razões pelas quais as agências de saúde estão relutantes em realizar testes de rotina é que os benefícios do teste ainda são bastante incertos.

Embora um resultado negativo seja uma boa indicação de que você não terá câncer, um resultado positivo pode não significar nada. Isso ocorre porque a maioria das infecções por HPV desaparecem após dois anos sem complicações. Por esse motivo, um resultado positivo pode causar mais estresse do que deveria.


 

9. A vacinação contra HPV não é somente para os jovens
O Ministério da Saúde adverte que todos os meninos de 11 a 15 anos, e meninas com 9 até 15 anos de idade podem receber vacinação contra HPV gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Crianças e jovens entre 9 e 26 anos, que têm HIV/aids também podem ser vacinados.

No entanto, se você tem mais de 26 anos, isso não significa que você não pode tomar a vacina. Homens gays e bissexuais, transgêneros e pessoas imunocomprometidas (incluindo aqueles com HIV) podem tomar a vacina, desde que seja em uma clínica particular, pois a faixa etária mencionada anteriormente é tida como prioridade, já que, tecnicamente, ainda não estão infectadas.

Se você acha que está sob risco de câncer cervical ou anal, não hesite em pedir ao seu médico para vaciná-lo. É importante pesquisar os valores, já que a diferença entre estabelecimentos pode chegar até R$ 202,00. O custo máximo da vacina varia entre R$ 481,93 a R$ 495,28.

 

Fonte: verywell e Ministério da Saúde | Imagens: deposiphotos

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