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Um Avanço Revolucionário no Tratamento do Câncer

 Em uma pesquisa de câncer de pulmão, um teste de sangue revolucionário foi provado ser capaz de diagnosticar a recorrência de células cancerosas em até um ano inteiro antes dos exames convencionais.

Este teste, conhecido como uma biópsia líquida, poderia dar um tempo crucial para os médicos, indicando que as células cancerosas estão presentes no corpo, ajudando-os a detectarem os tumores na tomografia computadorizada muito antes do paciente apresentar quaisquer sintomas físicos.

 
Um avanço revolucionário no tratamento do câncer

O teste funciona através da detecção de flutuação livre do DNA mutado, que foi liberado na corrente sanguínea por células cancerosas que morreram. No ensaio de câncer de pulmão, que envolveu 100 pacientes, os cientistas viram aumentos precipitados no DNA do tumor no sangue de pacientes que descobriram sua doença, ou mesmo um ano mais tarde.

Essas descobertas aumentam a expectativa de que esta tecnologia, que também está sendo usada para testar a síndrome de Down, levará a um grande avanço na medicina do câncer.

Nitzan Rosenfield, pesquisadora do Instituto de Pesquisa de Câncer de Cambridge, que não estava envolvida neste último estudo, previu que "a maioria, se não todos" os pacientes com câncer terão esse teste no futuro. Ela continua dizendo que "mesmo que apenas uma fração dos cânceres que são atualmente detectados em estágio letal no futuro será detectado em um estágio de cura precoce, e isso representará um grande benefício para salvar vidas".

 
Um avanço revolucionário no tratamento do câncer

No último ensaio clínico, foram analisados 100 pacientes com câncer de pulmão de células que foram observadas desde o diagnóstico, até a cirurgia e a quimioterapia, e também com os exames de sangue sendo realizados a cada 6-8 semanas. Foi verificado as falhas genéticas nas células de cada tumor e os cientistas criaram modelos genômicos personalizados para cada paciente. Isto foi então comparado ao DNA flutuando no sangue, para ver se uma fração dele coincidiu com a do tumor dos pacientes.

O professor Charlie Swanton, geneticista do Instituto do Câncer Francis Crick, que liderou o trabalho, explicou como o DNA circulante do tumor rastreava o estado da doença do paciente com extrema precisão. Dos pacientes que permaneceriam em remissão, ele declarou que "dentro de 48 horas da cirurgia, o DNA cai para indetectável".

Em contraste, o aumento dos níveis de DNA tumoral foi observado em pacientes cuja doença retornaria mais tarde, indicando que o câncer permaneceu no pulmão ou se mudou para outros órgãos, onde estava dormente.

Quando os testes de 24 pacientes foram analisados, os cientistas poderiam dizer com precisão que 92% dos pacientes sofreriam uma possível recaída.

Swanton continua a declarar que "isso vai ser muito útil clinicamente, pois nos permite identificar pacientes de alto risco. Temos um valor preditivo de 92% que o câncer vai voltar dentro de 350 dias."

Os testes ainda mostraram o caso de um paciente cujo câncer não tinha retornado, mas cujos exames de sangue revelaram altos níveis de DNA circulante do tumor. Dessa maneira, o câncer retornou quase um ano depois.

As biópsias líquidas também mostraram se o tratamento de quimioterapia estava funcionando ou se a doença tinha se tornado resistente, como é o que acontece na maioria dos cânceres de estágio 2 e 3. No futuro, isso poderia permitir que os médicos mudassem para um medicamento mais eficaz e dispensassem os pacientes que estavam fazendo tratamento sem nenhuma razão.


Um avanço revolucionário no tratamento do câncer Eileen Rapley, uma professora de arte aposentada de Londres com 74 anos, entrou na pesquisa depois de ser diagnosticada com câncer de pulmão há mais de um ano. Desde que começou seu tratamento, os médicos descobriram que ela desenvolveu um tumor cerebral, na qual ela também já está sendo tratada. A biópsia líquida conseguiu ajudá-la, mas ela espera que este novo teste pode levar ao tipo de melhorias que as técnicas de rastreamento têm trazido para o câncer de mama.

O teste utilizado no estudo baseou-se na construção de um modelo genético para cada paciente com base na análise de amostras de tumores, com um custo estimado de cerca de 6 mil reais. No entanto, Swanton prevê que o mesmo tipo de perfil poderia ser construído usando métodos computacionais de apenas um primeiro teste de sangue, tornando a tecnologia viável fora de um ambiente de pesquisa.

O câncer de pulmão causa mais de uma em cada cinco mortes por câncer no Reino Unido e, embora a ocorrência da doença esteja descrescendo, a sobrevivência a essa doença só melhorou uma certa porcentagem nos últimos 40 anos. "Essas descobertas podem nos ajudar a identificar como os cânceres de pulmão respondem à terapia, construindo um quadro maior da doença e potencialmente apontando o caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos, crucialmente, salvando mais vidas", disse Karen Vousden, cientista-chefe do Instituto de Câncer do Reino Unido.

Fonte: theguardian

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