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A Trajetória de Sucesso da Pequena Notável Carmen Miranda!

O dia 9 de fevereiro é aniversário de uma das mais importantes e influentes artistas da cultura brasileira: Carmen Miranda. Se estivesse viva, ela completaria 107 anos de idade e, embora tenha nascido em Portugal, Carmen abraçou e adotou com muito amor a cultura brasileira. Apesar de ter sido bastante criticada, pois muitos diziam que seu trabalho não tinha nada de Brasil, não há como negar que a influência de seu trabalho no cinema, música, arte e até na moda brasileira é imensa.

 
 

Nascida no pequeno município de Marco de Canaveses, na região do Porto, com o nome Maria do Carmo Miranda da Cunha, ela emigrou para o Brasil com a família com menos de um ano de idade, e se instalaram no Rio de Janeiro. A pequena Carmen, que sempre teve vontade de ser artista, começou a trabalhar no rádio em 1928. No ano seguinte, gravou sua primeira música, o samba "Não Vá Sim'bora", escrita pelo compositor e instrumentista Josué de Barros. A partir daí, Carmen gravou diversas músicas de sucesso, como a marchinha "Pra Você Gostar de Mim", de autoria de Joubert de Carvalho. Ela vendeu 35 mil cópias no ano de lançamento, um grande feito para a época.

 
 

Foi então que Carmen foi aclamada como a maior cantora do Brasil. Como já estava bem estabelecida no rádio, sua carreira cinematográfica relativamente fácil. Ela já tinha feito pequenas aparições em alguns filmes, mas como sua figura já era muito popular, foi ganhando mais espaço nas telas, com cenas musicais mais longas. Em 1936, protagonizou a comédia popular musical Alô, Alô, Carnaval (abaixo um trecho do filme com a artista, mas a qualidade está baixa por se tratar de um material muito antigo).

 

Carmen Miranda

Carmen Miranda em Alô, Alô, Carnaval! (Crédito da imagem)

 

A partir daí, sua carreira deslanchou em definitivo, tanto nas telas como no rádio, e foi inclusive a artista mais bem paga do rádio naquela época. Em 1939, protagoniza o filme musical "Banana da Terra", no qual ela imortaliza o canção "O Que é Que a Baiana Tem?", de Dorival Caymmi. Este número musical alavancou definitivamente a carreira da artista.

 
 

Em 1939, vai para os Estados Unidos, onde a sua popular personagem, a "baiana", seria incrementada com um figurino mais exótico e espalhafatoso, o que provocou grande polêmica no Brasil, pois muitos disseram que Carmen teria feito um estereótipo da personagem. Ela fez grande sucesso em musicais apresentados em Boston e Nova York, e fez até uma apresentação para o então presidente Franklin D. Roosevelt. A primeira aparição no cinema americano foi em em Serenata Tropical, onde ela apenas canta. Ao voltar para o Brasil em 1940, muitos o chamaram de americanizada. A resposta viria com a música "Disseram que Voltei Americanizada".

 
 

Durante a década de 1940, enquanto a guerra seguia com força na Europa, Carmen consolida sua carreira nos Estados Unidos. É uma das protagonistas da comédia Uma Noite no Rio, onde ela faz diversos números musicais, como "Chica Chica Boom Chic".

 

Carmen protagonizou outros filmes, como Aconteceu em Havana, Minha Secretária Brasileira e Entre a Loura e a Morena, que foi uma das produções mais caras da época. Seu prestígio continuou forte no cenário cinematográfico norte-americano, mas em 1948 fez uma turnê de seis semanas em Londres, pois a Fox, o estúdio que realizou a maioria de seus filmes, parecia não se interessar mais em seu trabalho. Seu último filme nos Estados Unidos foi Morrendo de Medo, em 1953, em um papel secundário.

 

Em 1954, ela retorna ao Brasil, com graves problemas de saúde. Para cumprir as longas filmagens na época, Carmen utilizava barbitúricos prescritos por médicos, o que a tornaria dependente. Seu casamento com o produtor David Alfred Sebastian também a fez adoecer, pois David era alcoólatra e forçava Carmen a consumir bebidas alcoólicas. Mas no ano seguinte, recuperada, voltou aos Estados Unidos, onde fez apresentações em Las Vegas, e inclusive em Havana, capital de Cuba. Sua última aparição pública foi em 4 de agosto de 1955, no programa The Jimmy Durante Show. Seu falecimento foi no dia seguinte, aos 46 anos, em sua casa em Beverly Hills.

Crédito da imagem

Seu corpo foi levado para o Brasil, e cerca de 60 mil pessoas compareceram ao velório, realizado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em 1976, um museu em sua homenagem, com figurinos, objetos pessoais, partituras e muita documentação textual e iconográfica. Todo o conteúdo do museu será transferido para o Museu da Imagem e do Som, na capital fluminense.

 

O trabalho de Carmen Miranda influenciou diversas gerações. Sua música influenciou diversos artistas, assim como seu trabalho cinematográfico. Os figurinos extravagantes, que tanto causaram polêmica, influenciou figurinos no cinema, televisão e até mesmo a moda no Brasil, com todas as suas cores. Apesar de ter sido muito criticada e, de certa forma, estereotipada pelo cinema norte-americano, Carmen tinha um grande amor pelo Brasil e o expressou à sua maneira.

 

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