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5 Doenças Comuns que Poderão Ser Curadas

 

Doenças neurológicas como Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson e epilepsia estão começando a surgir entre pessoas de todas as idades. Entretanto, pesquisadores e bioengenheiros no mundo todo estão trabalhando muito em uma nova tecnologia do cérebro que poderá aliviar e até mesmo curar estas cinco doenças neurológicas:
 
1. Convulsões
Epilepsia é uma desordem neurológica bem comum e muito séria que, recentemente, tem sido tratada com estimulação cerebral através de eletrodos. Um eletrodo é um condutor elétrico capaz de emitir ou controlar os elétrons e seus movimentos e, assim, pode detectar e fazer parar convulsões com uma descarga elétrica. Na verdade, estudos recentes demonstram que a terapia com eletrodos reduz a ocorrência de convulsões em 69% após um período de cinco anos.
 
Crédito da foto: renjith krishnan/ freedigitalphotos.net
 
Entretanto, para e engenheira biomédica Tracy Cui, da Universidade de Pittsburgh, uma melhora de 69% é apenas o início. Cui e sua equipe projetaram um eletrodo que não apenas faz parar as convulsões no seu início, mas também administra um medicamento anticonvulsivo chamado CNQZ, que, mais adiante, irá minimizar a ocorrência de futuras convulsões.
 
Para testar a eficácia desses eletrodos que portam remédios, Cui e sua equipe adicionaram eletrodos em uma amostra de neurônios de ratos e  deram uma descarga elétrica na amostra. Este choque fez com que o filme que reveste a substância CNQZ abrisse, liberando-a na placa de Petri com neurônios e controlando as reações das células próximas. A equipe também já fez experiências bem-sucedidas em ratos vivos, mas ainda tem que testá-la em seres humanos com epilepsia.
 
 
2. Demência
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (2010) aproximadamenmte 36 milhões de pessoas, no mundo inteiro, vivem com demência, uma desordem do cérebro que afeta algumas das nossas funções cognitivas mais básicas, tais como tomadas de decisões, raciocínio e linguagem. Entretanto, Theodore Berger, um engenheiro biomédico da Universidade do Sul da Califórnia, deseja controlar os efeitos da demência com uma forma de tecnologia de eletrodos, que são injetados na área do cérebro responsável pela cognição.
 
Berger e sua equipe testaram este dispositivo com eletrodo em macacos jogando um jogo de memória. O aparelho foi injetado em uma localização específica do cérebro para registrar o efeito nos neurônios quando os macacos identificavam uma figura com sucesso. Posteriormente, os pesquisadores fizeram o aparelho emitir o mesmo sinal pouco antes do macaco tomar uma decisão, e melhoraram a precisão das suas respostas em 10%.
 
Os pesquisadores também, arbitrariamente, perturbaram as funções mentais do macaco com cocaína. Foi espantoso constatar que, ainda que a cocaína reduzisse a capacidade cerebral do macaco em 20%, uma vez que o aparelho com o eletrodo era aplicado, sua performance voltava aos níveis normais.
 
 
3. Cegueira
Esta antiga doença acontece quando as células receptoras de luz na retina estão danificadas e não conseguem mais converter a luz que recebem em imagens no cérebro. As soluções mais recentes para a cegueira empregam tecnologia com eletrodos para estimular pulsos elétricos na retina que, por sua vez, produz imagens. Entretanto, esses eletrodos  devem ser implantados no olho e apenas estimulam um número limitado de células da retina, restringindo, assim, a resolução da visão de um indivíduo. 
 
Uma nova terapia genética desenvolvida pela companhia RetroSense poderá ser capaz de estimular muito mais células retinais e até mesmo substituir as que estão danificadas. Usando sua tecnologia para manipular a função das células ganglionares, ou células que normalmente transmitem pulsos elétricos que formam imagens no cérebro, em vez de reagir à luz como foto-receptores, as pessoas cegas poderão ser capazes de restaurar significativamente sua visão.
 
Diferentemente do uso atual de tecnologia com eletrodos, a terapia genética da RetroSense não envolve cirurgias nem injeções. É um procedimento simples, que leva apenas alguns minutos para ser realizado.
 
 
Crédito da foto: Vince Alongi via photopin cc
 
 
4. Paralisia
 
Uma das desordens cerebrais mais trágicas, a paralisia incapacita os movimentos devido à perda das funções e controle musculares. Recentes progressos na área da robótica e implantes no cérebro têm permitido às pessoas paralíticas operar um braço robótico para executar tarefas para elas, tais como fazer uma xícara de café.
 
Entretanto, como lembra Miguel Nicolelis, engenheiro biomédico da Universidade de Duke (Carolina do Norte, EUA), para mover um membro robótico com precisão, existe a necessidade de um elemento de toque. 
 
Com o objetivo de simular movimento e toque, Nicolelis colocou eletrodos em duas áreas nos cérebros de macacos: um no córtex motor, que controla os movimentos, e outro no córtex somatosensóreo, que decifra sinais de toque. Os macacos, então jogaram um jogo de computador em que controlavam um braço virtual através da imaginação do movimento.
 
O elemento a mais acrescentado ao jogo de Nicolelis era o de que os macacos podiam experimentar texturas “virtuais” através de associações no cérebro. Isso estimulou o córtex somatosensóreo dos cérebros dos macacos, provando que não apenas a vontade de mover, mas também a capacidade de imaginar o toque influencia a natureza do movimento.
 
 
5. Surdez
A mais recente tecnologia para melhorar a audição envolve um implante eletrônico na cóclea, ou seja, na parte do ouvido que transforma as ondas sonoras nos sinais elétricos que ouvimos. Através de um microfone, o aparelho coleta os sons ao redor, levando-os até o nervo auditivo e daí, para o cérebro. Entretanto, para 10% das pessoas cuja perda auditiva é causada por danos no nervo auditivo, o implante na cóclea não ajuda em nada.
 
Recentemente, uma equipe de cientistas britânicos encontrou uma forma de consertar o nervo auditivo com células-tronco. A equipe pegou células-tronco humanas e as expôs a fatores de crescimento que as transformaram em nervos auditivos para serem implantados. Num experimento conduzido em ratos com nervos auditivos danificados,  as células-tronco alteradas foram injetadas em seus ouvidos e, após um período de três meses, 1/3 dos seus nervos auditivos foi restaurado.
Fonte: Gabriel T.
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