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O Pâncreas Biônico Vai Salvar a Vida de Pacientes Diabéticos!

O Editor: Bruno Á.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Boston divulgou os resultados de um experimento bem-sucedido: o pâncreas artificial.
 
Publicado no New England Journal of Medicine, o teste foi feito em pacientes com diabetes tipo 1 que receberam insulina e Glucagon (um hormônio que eleva os níveis de açúcar do sangue). Felizmente, o dispositivo superou as expectativas dos pesquisadores, pois funcionou muito bem ao regular automaticamente os níveis de açúcar do sangue (evitando sua queda), e nesse meio tempo ajustaram o aparelho para funcionar tanto em adultos quanto adolescentes, que precisam de uma dose maior de insulina.
o pâncreas biônico

"Não há um tratamento nos dias de hoje que seja capaz de dar os resultados que vimos", declarou o Dr. Edward Damiano, da Escola de Biomedicina da Universidade de Boston, que comandou esses estudos.

 

Proteção aos pacientes durante a noite

Edward Damiano decidiu criar o dispositivo com a ajuda de um colega da universidade porque tem um problema na família: seu filho David, de 15 anos, tem diabetes tipo 1 e seus níveis de açúcar tendem a cair à noite, enquanto ele dorme, o que pode ser fatal. Por isso, decidiram inventar o "pâncreas biônico". Ele funciona por meio de um sensor, um aplicativo que pode ser instalado no celular e uma bomba de insulina (para diminuir os níveis de açúcar) e de glucagon (que os aumenta). Segundo Damiano, o dispositivo funciona ininterruptamente, 24 horas por dia, 7 dias da semana. "Este dispositivo é implacável - nunca vai parar, nunca vai tirar férias nem dormir", assegura ele.

Veja o vídeo abaixo sobre como funciona o "pâncreas biônico":

A americana Ariana Koster foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 11 anos de idade, e está ansiosa pela nova fase de testes do dispositivo. "Só de pensar que não vou ter que me preocupar com diabetes durante a noite já vai ser maravilhoso", disse.

A segunda fase dos testes está em andamento e vai durar cerca de um ano. Se tudo correr bem, o dispositivo estará disponível para todos em até quatro anos. Os pesquisadores declararam que é possível que os pacientes do tipo 2 da doença também possam ser favorecidos pelo dispositivo, pois isso também faz parte da segunda fase dos testes.

As três partes do dispositivo

O pâncreas biônico é dividido em três partes: duas espécies de "bombas" de tamanho semelhante ao de um celular, que levam insulina e glucagon de acordo com as necessidades do paciente, e um aplicativo de celular (por enquanto disponível apenas para iPhone) para monitorar os níveis de glucose ininterruptamente. Os componentes podem ser colocados no bolso, e conectados com os aparelhos que ficam colados na pele, usualmente na área da barriga.

Segundo os pesquisadores, a grande vantagem deste dispositivo é que tem a vantagem de deixar o paciente livre e despreocupado em relação às oscilações do nível de açúcar no sangue, principalmente durante a noite, enquanto dormem.

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Fonte: Márcio F.
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